Como fui parar num curso da Flávia Gamonar e me reconciliei com o LinkedIn

 

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Flávia Gamonar é um nome forte, vamos combinar. E, de uns meses pra cá, esse nome passou a frequentar a minha caixa de e-mails. Claro, eu havia assinado mais uma newsletter, ou melhor, eu havia fornecido de novo o meu melhor email para mais um bambambam a dar dicas confiáveis sobre marketing digital  na internet. Neste caso, diga-se, uma bambambam.

Henrique Carvalho, Fábio Ricotta, Resultados Digitais, Soap, Joni Galvão com o storytelling… todos esses seduzindo-me com seus conteúdos perfeitamente formatados para o meu cérebro ávido. Um amigo que me conhece muito bem, me diz regularmente: Você é uma novidadeira! Sim, adoro novidades. No campo do pensamento, principalmente. Não uso IPhone 7, nem sou trend setter na maneira de vestir.

Então, a jornalista evoluída que foi assessora de imprensa, que se tornou diagramadora também, que aprendeu fotografia, que edita como ninguém, que virou designer de superapresentações, que faz roteiros, que se lamenta por não ter aprendido HTML e que mantém um blog de crônicas no WordPress passou a fazer como fazem os genuinamente curiosos: estudar tutoriais e dicas, e garimpar avatares confiáveis sobre produção de conteúdo e marketing digital na internet. Resumindo: estuprei, eu mesma, a minha caixa de e-mails!

Eu havia fornecido de novo o meu melhor email para mais um bambambam a dar dicas confiáveis sobre marketing digital na internet. Resumindo: estuprei, eu mesma, a minha caixa de e-mails!

Não consigo precisar há quanto tempo venho fazendo isso. No mínimo há cinco anos, mas a resposta mais provável talvez seja “desde sempre”. Sim, porque desde o surgimento do link, há priscas eras, venho caindo diariamente de um para o outro, ao sabor de perguntas mentais que sequer formulo. Um pouco como Alice escorregando pela toca do coelho coberta de livros e objetos, acho que só agora cheguei ao chão.

Eis que me aparece Flávia Gamonar. E ela me irrita. Não me lembrava de onde, em que situação, nem em qual site eu tinha fornecido meu email. Li o primeiro artigo dela e gostei muito, mas eu não precisava de mais um nome na minha caixa de entrada a ficar chamando minha atenção. Só que ela estava lá, artigos seguidos junto aos outros. E eu já vinha lendo tanto ebook da RD, que um dia recebi um telefonema, como seu eu pudesse vir a se cliente. Achei graça de aprender assim, marketing de conteúdo por lógica reversa, tive um insight. Enfim, eu já estava cheia de conteúdo. Na real: não aguento mais tanta Flávia Gamonar.

Até que a vida deu aquele tranco que costuma dar de tempos em tempos. Mudança de ato, fim de capítulo, quero aprender marketing digital de fato e decido me matricular num curso. Fuço daqui, procuro de lá, data-hora-local-duração–preço, São Paulo? Mais alguns sites visitados, mais alguns emails doados, mais sugestões na caixa de entrada e quem é que vem dar um curso no Rio? A RD. Ah, mas é quinta. E sábado? Sábado tem o da Flávia Gamonar. É pra lá que eu vou.

Foi assim que tive a boa surpresa de conhecer e ouvir a própria Flávia falar um pouco de si no centro do Rio, numa sala de aula comum, repleta de seres ávidos como eu. Quase todo mundo na sala tem um emprego (ou quer ter), tem um negócio (ou quer ter), enfim, tem uma persona corporativa (de qualquer grandeza) e humana (opa, isto é importante).

Até que a vida deu aquele tranco que costuma dar de tempos em tempos. Mudança de ato, fim de capítulo, quero aprender marketing digital de fato e decido me matricular num curso. Fuço daqui, procuro de lá, data-hora-local-duração–preço, São Paulo?

Em que pesem todas as coisas bacanas que ela e seu parceiro, o Douglas Gomides, falaram no curso, o que a Flávia Gamonar disse sobre o LinkedIn significou muito pra mim. Confesso: até esse momento, eu tinha preguiça do LinkedIn. Não gostava do layout e achava difícil de usar. Tenho conexões e perfil completo, mas estou empregada e feliz. Além do mais, sou uma artista presa numa profissional de Comunicação, como explicar isso no meu perfil? Favorece? Alguém contrata escritor pelo LinkedIn? Como se vê e se comprova, a ignorância não costuma ser boa conselheira.

Minha relação com o LinkedIn é antiga e um email às vezes me avisa: seu perfil foi visto, tais empresas têm vaga no seu perfil. Desculpe, LinkedIn, tenho mais de 50, isso não é pra mim. E quando o email é de alguém que pede pra eu o adicionar à minha rede? A caixa lotada de assuntos e o tempo corrido me fazem pensar rapidamente: Ah, fulano, acho que não te conheço. Pulo então para o próximo email, lembrando de todas as vezes que desconhecidos me aceitaram magnanimamente como amigos. Na próxima rodada saio adicionando todo mundo, numa espécie de compensação.

Eu já tinha lido artigos no LinkedIn, claro. Ótimos artigos. Tinha sido chamada a opinar sobre o novo design, o que não sei se fiz. Tinha percebido a novidade do feed de notícias, sem entender muito bem. Mas a Flávia Gamonar me fez enxergar. Aqui o ambiente é de leitores qualificados, você pode escrever textos raciocinando com clareza sem precisar ser raso. Aqui, também, nem todo mundo é CEO. E, por trás ou por dentro do CEO, CFO, CMO e do diretor de RH, existe alguém como eu, como você ou como ela, a Flavia.

Mantenho um blog de crônicas há muitos anos que está num lugar chamado – descobri agora – limbo da internet! É ali que ficam os textos que têm entre 500 e 800 caracteres. Mas aprendi que aqui cabem textos longos e que a história pessoal tem seu lugar. Escrevo normalmente crônicas literárias, sou amiga das rimas e resolvo testar aqui a minha escrita. Dada ao delírio com as palavras, sempre estive mais para enganar o Google, do que fazê-lo me achar. Torço então para que você, leitor, me ajude nisso. Compartilha aí, vai!

A chave dourada que a Flávia me mostrou é que você pode ser humano no LinkedIn. Aliás, você deve ser você mesmo. E que, diferentemente de algumas outras redes sociais, não é bacana mentir. Obrigada, Flávia! Espero, sim, te ver de novo. Agora, aqui no LinkedIn.

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Sobre Marcia Savino

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